Diário de Bordo de Um Maluco Errante

Navegar é preciso, viver não é preciso... "Cacem as velas... vê-de os borrifos proa acima que nos molham o rosto! É o sal da vida; é o gosto de estar vivo!

Diário de Bordo de Um Maluco Errante

Navegar é preciso, viver não é preciso... "Cacem as velas... vê-de os borrifos proa acima que nos molham o rosto! É o sal da vida; é o gosto de estar vivo!
<  Setembro 2008  >
S T Q Q S S D
1 2 3 4 5 6 7
8 9 10 11 12 13 14
15 16 17 18 19 20 21
22 23 24 25 26 27 28
29 30          
Receba os posts
Terra Blog

20.04.08

Abobrinha Gigante

Data Estelar 20042008

Diário do Capitão - O planeta polifemicus está em plena guerra global. Faltam alimentos e água, medicamentos e agasalhos para milhares de refujiados. Estamos a caminho liderando um comboio para tentar amenizar a dor e a fome. Outro grupo de naves segue com a tarefa de intermediar um cessar-fogo e conseguir um armistício. O grande problema com o povo polifemicus é a sua carecterística de falar em excesso e com isso prejudicar o entendimento.

 

Abobrinhas são comuns em toda horta que se preze. É certeza na sacola da senhora que volta da feira, como um dos acepipes da refeição libanesa – recheadas, na mistura natureba de sanduíches alternativos e agora, também na pizza!

Elas não brotam só nas hortas... em qualquer situação onde seria melhor ficar calado (ou sem escrever sic!).

Eis a lista das imbatíveis:

- Por que as pessoas se preocupam tanto em aprender a nadar? Fora os que se exercitam e competem, é quase inútil saber nadar. Sério! Ah, não é não? Então me responda: Quantas vezes você precisou saber nadar para evitar morrer afogado – na vida toda ? (aiêêê)
Quando se nada, não se vai a lugar nenhum. No máximo de um lado a outro do mesmo lugar (piscina, lago, rio... A não ser que seja o homem-peixe - aí fica complicado). Você deve estar pensando “se o avião cair no mar, vão se salvar aqueles que souberem nadar...” Bobagem! O avião é o mais seguro dos meios de transporte e quando cai é o mais mortífero. As chances de sobreviver são iguais a de você fazer parte do “cast” da série de tv “Lost”. Aliás, só lá pra sobreviver a uma queda de avião, mesmo. Nunca vi ninguém ir trabalhar nadando (nem nas enchentes de São Paulo); Nunca vi ninguém que viajou dizendo “Saí de Santos, nadei até Ilha Bela e depois estiquei até o Rio... estava molhado mesmo, né?”.

- Por que está perdendo o seu tempo lendo esta abóbora gigante? Infelizmente sem resposta (por enquanto).

- Por que quando se compra um carro até oferecem um plano de seguro contra roubo, colisão, terceiros, etc... Mas nunca um seguro de vida?

Abrobrinhas brotam por aí. Num estacionamento de shopping, por exemplo, outro dia uma amiga deixou o carro - era um estacionamento gratuito - pegou uma carona e, na volta - era depois das 22 horas - o segurança veio com a pérola “Só pode tirar o carro depois que o acesso fecha se o cliente estava no shopping... agora vai ter de voltar no dia seguinte”. Eita! Isso é seqüestro de bens. O mau uso do estacionamento pode até dar em uma repreensão ou cobrança de estadia, mas impedir a retirada do veículo é apreensão ilegal de bem (além da intenção clara de intimidação e exposição a situação ridícula).

Esse é um caso típico do “pequeno tirano” que é o maior produtor de abobrinhas que existe. Outra gerada pela intolerância e cretinice são os avisos em letreiros devidamente escritos no mais odioso gerúndio: “Não estamos aceitando cheques” quando você constata que esqueceu o cartão eletrônico e não tem um centavo em dinheiro e o pior – só “estando emitindo” cheques ou “estar devolvendo” o que pegou nas gôndolas.

Uma abobrinha perigosa: Usar o tal duplicador de tomada conhecidos como “t” ou “Benjamin” (em homenagem ao Franklin que foi empinar pipas em plena tempestade de raios só para dar um trato na peruca). É chocante o resultado! Outro dia deu um curto-circuito que derrubou os disjuntores. A minha mãe colocou um filtro de linha para ligar a TV, o DVD, o vídeo-game e um abajur. Só que antes ela usou uma extensão (com dois plugs) porque o fio do filtro de linha era curto e não chegava na tomada. Então ela conectou a energia em uma das tomadas do filtro e os plugs dos aparelhos nas outras. Como sobrou uma tomada e o fio estava solto (e vivo – pois realtou que tomou um choque) ela plugou ele na tomada restante. Foi sortuda, pois daquela vez coincidiu as polaridades. Um dia, ao limpar o quarto, precisou de uma tomada para ligar o aspirador de pó e usou aquele que “estaria sobrando” (olha o gerúndio de novo). Quando voltou a plugar o fio... tcham! Inverteu o lado!

Abobrinha televisiva. Tem várias. Desde aqueles comerciais de coisas e tranqueiras até os programas de fofocas que não acrescentam nada de conteúdo a ninguém – puro e vazio entretenimento. Olha, uma criança poderia perfeitamente contestar a mãe que assiste aquele besteirol se ela a criticasse porque passava horas na frente da TV jogando vídeo-game. A mãe também passa horas fazendo a mesma coisa!

Abobrinha em eventos: “Felicidades e que este momento se repita muitas e muitas vezes”(Num cartão de felicitação pelo casamento); “Nossa! Pensei que você era mãe dela! Nem parecem irmãs!” e na continuação “...gêmeas? qual a mais velha?”; “Tem coca-light? – sim. Então me traz um guaraná”; “Sim, estamos preparados, se chover de tarde vamos de manhã!”; “Ai, Seu Fulano, que pena a morte da sua mãe. Quantos anos? – 98! Puxa, tão nova...”.

Ah! A resposta do perder tempo lendo esta abóbora gigante... vou “ficar te devendo”... “estarei te pagando” quando “estando escrevendo o próximo post”, ok?

Nenhum comentário
Comente este post:




Seu e-mail não será mostrado neste site.




tags XHTML permitidas: <p, ul, ol, li, dl, dt, dd, address, blockquote, ins, del, a, span, bdo, br, em, strong, dfn, code, samp, kdb, var, cite, abbr, acronym, q, sub, sup, tt, i, b, big, small>
URLs, e-mail's, AIM e ICQs serão convertidos automaticamente.